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Quarta-feira, 4 de Março de 2009

ESCARLATINA

 

A escarlatina é uma infecção causada por Streptococcus do grupo A (Streptococcus pyogenes), bactérias que causam diversos quadros clínicos na infância: amigdalite/faringite, erisipela, impétigo, ... Esta é uma doença contagiosa particularmente frequente em crianças em idade escolar. A transmissão é feita pessoa a pessoa, através de gotículas de saliva ou secreções infectadas. A doença dissemina-se mais facilmente em meio escolar quando existem portadores sãos, ou seja, crianças que contém a bactéria mas são assintomáticos, pelo que continuam a frequentar a escola e a contaminar os colegas.

Os primeiros sintomas são febre, mal-estar, dores de garganta, vómitos, prostração, ... 

Depois surge então a faringite e erupção cutânea associadas à doença. As erupções começam por surgir no pescoço e tronco e depois disseminam-se para os membros e face. Estas erupções são pequenas pápulas de tom vermelho-vivo (de cor escarlate, que dão o nome à doença), que poupam geralmente as regiões peri-oral (apresenta-se pálida), palmas das mãos e plantas dos pés.

A língua inicialmente fica esbranquiçada e depois torna-se vermelha-viva, devido ao aumento das papilas (língua em framboesa).

 

 

Ao fim de alguns dias, o rash cutâneo dá lugar à descamação.

O diagnóstico é sobretudo clínico, mas deve ser realizada a confirmação laboratorial através da colheita de exsudado da faringe posterior e amígdalas dos doentes. O diagnóstico também é possível após a cura, através da detecção de anticorpos contra a estreptolisina O (teste ASO).

O tratamento actualmente é bastante eficiente e consiste na administração de antibióticos. O antibiótico de eleição é a penicilina (estes microorganismos são muito sensíveis à penicilina e não são conhecidas resistências), porém, em crianças alérgicas à mesma pode optar-se pela eritromicina. O afastamento escolar é fundamental para evitar a disseminação da doença.

Entre as complicações possíveis incluem-se a otite, sinusite (por disseminação da bactéria para outras regiões anatómicas) e, mais tardiamente, a febre reumática e a glomerulonefrite. 

 

 

publicado por Dreamfinder às 11:42

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Sexta-feira, 4 de Maio de 2007

LITTLE MADELEINE

Na passada 5ª feira, 3 de Maio, desapareceu uma menina inglesa na Praia da Luz no Algarve e desde esse dia, o seu pequeno e lindo rosto, os seus grandes olhos verdes e cabelos loiros fazem parte inevitável do nosso dia-a-dia.

Na Internet, nos jornais e revistas, nos noticiários, nas montras e portas das lojas, em todos os locais, a mensagem é constante: “Alguém viu esta menina?”

A Madeleine, o seu lindo nome prometia-lhe uma história mais bonita, talvez um conto de fadas. O destino, porém, pregou-lhe uma partida.

Toda a população da Praia da Luz sofre com a família McCann. E todos querem ajudar, há uma angústia partilhada que une portugueses e ingleses, tudo pela pequena Maddie.

Mas afinal onde está Madeleine?

Essa é a informação que os pais da menina, que faz hoje 4 anos, mais querem ouvir das forças policiais portuguesas.

Esta horrível história cujo final ainda está por escrever tem, no entanto, coisas muito bonitas para se contar. Apesar dos comentários negativos relativamente à PJ portuguesa, tecidos por ingleses, uma coisa parece evidente: as forças policiais portiguesas têm feito tudo o que está ao seu alcance em busca da pequena Maddie. Como um elemento da PJ disse:

 

“Todos nós temos filhos e familiares com idades semelhantes à de Madeleine. Todos nós queremos muito encontrar a Maddie! Neste momento é como se ela fosse nossa filha.”

 

Nunca a PJ mobilizou tantos meios numa operação de resgate de um desaparecido. Nem quando Joana Cipriano desapareceu há 3 anos também no Algarve e muito menos quando o Rui Pedro foi raptado à porta de casa em Lousada (1998).

A trabalhar no presumível rapto estão 130 investigadores, a brigada de homicídios e crimes sexuais. Muita polémica tem sido criada em torno desta tão grande mobilização de recursos. Em parte penso que isto só se verifica por se tratar de uma criança inglesa. Há quem julgue que os motivos se prendem com o medo da forma como este caso pode afectar o turismo português. Mas prefiro acreditar que a PJ tem evoluído nestes últimos anos e que está agora mais capaz de intervir e com mais reforços nestes casos.

A PJ tem-se deparado com o problema dos exigentes meios de comunicação social britânica, habituados a uma participação mais activa nestes casos. Em Portugal, a relação não é nem de longe tão aberta e o segredo é considerado importante na sequência das investigações.

Começa a ganhar força a hipótese de rapto para uma rede pedófila ou para adopção ilegal. Nos últimos dias surgiram os primeiros sinais de desânimo nas equipas de busca no terreno.

Todo o país está sensibilizado com a história da menina de 4 anos. Além de inúmeros anúncios espalhados pelo país, na Praia da Luz, os turistas colocaram inúmeros laços amarelos em sinal da esperança de que Maddie volte; também as figuras públicas têm feito apelos à população, depois de Cristiano Ronaldo, também David Beckham aderiu a esta causa (e representam, em conjunto, o desespero de duas nações unidas em busca de Maddie); 600 Motards do Clube da Praia da Luz ofereceram-se para correr o país de lés a lés em busca de Maddie; um grupo de soldados voluntáriou-se para procurar a menina de ultra-leve. A colaboração da população tem sido enorme. A PJ tem recebido inúmeras chamadas telefónicas, mas também chuchas, roupas e brinquedos de criança, apanhados um pouco por todo o lado.

Os pais de Madeleine continuam a aparecer publicamente para que a filha não caia no esquecimento. São comuns as suas declarações em que agradecem tudo o que as forças da polícia têm feito e o enorme apoio das pessoas.

 

“Estamos optimistas e concentrados na investigação.”

Gerry McCann

 

Apesar do ar convicto com que o pai faz esta declaração, os olhos banhados em lágrimas de Kate, o seu rosto claramente transtornado e sofrido, escondido nos cabelos loiros despenteados não engana ninguém. A esperança começa a morrer e o desânimo a tomar conta da mãe de Maddie. O facto de as operações de busca terem cessado levou as últimas forças de Kate. Ao fim destes 9 dias do desaparecimento da filha, deixa de ser a menina a fazer as capas da imprensa, que passam a dar relevo à mãe, visivelmente mais magra e abatida, não conseguindo evitar as lágrimas. Kate espelha o sofrimento amargo de uma mãe cuja filha desaparece. Não larga o peluche favorito de Maddie, um gato cor de rosa, onde quer que apareça. Kate e Gerry reduzem as suas saídas à igreja, à piscina ou à creche com os gémeos de 2 anos, Sean e Amelie.

Apesar dos esforços para encontrar Madeleine superarem todos os outros sentimentos, há, na população portuguesa, um sentimento residual de culpabilização da negligência dos pais. Os turistas ingleses defendem os pais, alegando que é um hábito britânico deixar os filhos sozinhos em casa.

 

“Como é que um casal de dois médicos ingleses deixa três filhos de 2 e 3 anos de idade sozinhos em casa, para ir jantar ao lado, num restaurante? Ninguém, como é natural, poderá condenar a negligência dos pais a mais do que a terrível dor que eles devem estar a viver e que viverão o resto da vida (mesmo que tudo ainda acabe bem), mas o respeito por essa dor não pode também servir de mecanismo de transposição de responsabilidades para cima do elo mais fraco e apetecível para os tablóides ingleses que é a nossa polícia.”

Miguel Sousa Tavares

 

Esperemos que esta história, com o belo nome de Madeleine, tenha um final feliz. Uma coisa é certa: nunca esqueceremos os lindos olhos verdes e cabelos loiros de Maddie e a angústia da família McCann.

Nota: Se viu esta menina contacte: 218641000, 282762930 ou 282405400. Não fique indifrente!

publicado por Dreamfinder às 19:10

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Quarta-feira, 25 de Abril de 2007

HOSPITAL DOS PEQUENINOS

                      

Muito me orgulha que a nossa Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina de Lisboa (AEFML) organize há já 5 anos, o seu Hospital dos Pequeninos, no recinto do Hospital de Santa Maria.

O projecto visa reduzir a ansiedade que a criança sente quando confrontada com a presença de um médico, utilizando deste modo um jogo de representação. As crianças são os pais que trazem os filhos doentes (tão simplesmente os seus bonecos) que vão ser consultados pelos “médicos” (aluno de Medicina). Aprendem, assim, de uma forma simples, a perder o medo dos médicos e das consultas, pois vêem os seus pequenos amigos: bonecas, ursos de pelúcia, bonecos tropas ou bombeiros, serem tratados pelos médicos.

O ano passado participaram 1500 crianças entre os 4 e os 7 anos vindas de infantários e escolas primárias.

Com as “consultas” abertas, as crianças aprendem brincando, ficando assim a conhecer os profissionais que encontram num hospital e os instrumentos que lá encontram, o que são e para que servem.

Uma iniciativa louvável que visa promover a confiança das crianças nos médicos e nos hospitais.

  

 

 

 

publicado por Dreamfinder às 14:57

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Quinta-feira, 19 de Abril de 2007

OBESIDADE INFANTIL

É nos meios urbanos que a obesidade infantil deixa a sua marca mais pesada. No entanto, a ruralidade também não mostra um cenário diferente. As estatísticas dizem que, a nível nacio­nal, 31,5% das crianças entre os 9 e os 16 anos são obesas ou sofrem de excesso de peso. E daqui sobressai uma conclusão: é preciso agir. Caso contrário, a já ameaçada esperança média de vida destas crianças vai ser ainda mais curta do que aquela que a geração dos pais tem neste momento. Perante a informação que é disponibilizada constantemente, ainda é pouca a sensibilização para este problema, que a Organização Mundial de Saúde entende como uma das actuais e preocupantes epidemias. Parecem passar despercebidas a pais e Estado as consequências reais a longo prazo, sobretudo quando se tem em conta que a alimentação incorrecta e a escassa prática de actividade física são a base desta situação, não só nos adultos, mas particularmente na população infantil.

Certo é que, neste momento, calcula-se que no futuro haja mais adultos que, para além de obesos, vão sofrer de patologias cardiovasculares, cada vez mais cedo. Vão ser mais atingidos pelos efeitos da diabetes mellitus tipo 2, que também tem subido significativamente nos jovens de hoje. Já para não falar de distúrbios da personalidade, decorrentes do estigma de ser gordo, como assinala uma campanha desenvolvida por estes dias nos diversos media.

É importante o desenvolvimento de programas de promoção e manutenção do controlo de peso em crianças e adolescentes que devem contribuir para pequenas mudanças sucessivas ao nível da alimentação e actividade física diárias, conducentes à aquisição de um estilo de vida mais saudável. Um dos problemas actuais é o facto de a dieta mediterrânea ter caído no desuso.


”Essa dieta, bem mais saudável, pela utilização do pão, do azeite, do peixe, da fruta e dos legumes está a ser substituída por outros alimentos prejudiciais.”

Dra. Sandra Martins

 

As pizzas, os hambúrgueres, as salsichas, a comida já previamente confeccionada que se coloca no microondas e os refrigerantes gaseificados são exemplos flagrantes. Há outra falha grave, que é a ausência de um bom pequeno-almoço, completo e diversificado. O papel dos pais na obesidade infantil assume duas vertentes essenciais. Em primeiro lugar, emerge a questão inevitável da hereditariedade. A verdade é que, “em pais obesos há aproximadamente 50% de possibilidades de os filhos virem a sofrer do mesmo problema”. O exemplo que os progenitores dão em casa influencia de igual modo o comportamento das crianças, seja através da alimentação, seja através de hábitos – ou não – de prática de actividade física.
A obesidade infantil é mais evidente nas raparigas do que nos rapazes. Por um lado, a acumulação de gorduras é superior nas raparigas. Há também factores culturais que perduram. Elas têm hábitos mais sedentários, enquanto eles apresentam sempre níveis superiores de actividade física. Na escola, os rapazes apresentam maior número de períodos de actividade moderada e intensa durante os intervalos, com jogos e brincadeiras. As adolescentes preocupam-se mais com a sua imagem, algo que desejam manter, apesar de nem sempre o fazerem da forma mais saudável. Contudo, até à segunda infância essas diferenças entre os géneros não são tão notórias, acentuando-se com a entrada na adolescência. Mas a mudança de comportamentos é algo difícil de empreender, pelo que requer a reunião de um conjunto de factores de natureza multidisciplinar que facilitem a sua concretização.

Paralelamente, o culto da magreza está aí para durar. Se antes, em tempos idos, a gordura era sinónimo de formosura e também de boa saúde nas crianças, agora o conceito inverteu-se. Os excessos no aporte de lípidos pagam-se mais tarde. E sabe-se hoje que a denominada aterosclerose – que consiste no bloqueio das artérias – começa a ganhar forma desde muito cedo. Depois virão os AVCs, a hipertensão arterial, o colesterol elevado, cada vez mais precocemente... e as mortes súbitas a partir dos 35/40 anos são já um facto comum.

Entre as medidas de prevenção incluem-se não apenas a sensibilização dos alunos nas escolas, mas a chave reside também na intervenção junto das cantinas. Algumas já começam a adoptar práticas mais saudáveis de fornecimento alimentar aos alunos. A verdade é que continuam a existir, na maior parte dos casos, tentações nos bares, nas máquinas de venda automática e pouca imaginação na oferta alimentar das cantinas e bufetes. O café no outro lado da rua é, muitas vezes, a opção mais lógica. Mas nem sempre a mais correcta do ponto de vista da saúde. Nem tudo deve entrar nas escolas e os fornecedores de alimentação devem ser alvo de um controlo mais eficaz. Paralelamente, a aprendizagem da alimentação saudável também deve ser incluída no currículo escolar, através dos projectos desenvolvidos pela comunidade educativa.

A publicidade televisiva aos produtos alimentares focada em crianças também merece duras críticas. Seria importante a interdição de anúncios a alimentos hipercalóricos, nomeadamente, durante os intervalos da programação infantil, como já acontece na Suécia e está a ser discutido em França e Inglaterra. Quanto mais jovens as crianças menos capacidade têm de conseguir distinguir as mensagens a que são expostas.

É importante que a obesidade infantil seja encarada como um grave problema da actualidade e que sejam divulgados os comportamentos preventivos a desenvolver para evitar o risco de obesidade e todas as consequências que deste problema advém, sensibilizando não apenas as crianças e os jovens, mas também os pais para a importância da educação de estilos de vida saudáveis.

publicado por Dreamfinder às 20:39

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Sábado, 31 de Março de 2007

HISTÓRIAS DE CRIANÇAS QUE NÃO FORAM MENINOS

 

 

Às histórias tristes apesar de diferentes de crianças como “Esmeralda”, “Daniel”, “Sara”, “Andreia” ou “João”, une-as o Estado Português.

Se o caso de “Esmeralda”, do qual falei em “Conceito de Pais”, o destino da criança ainda está por decidir pelos tribunais.

No caso de “Sara” a justiça chegou tarde demais, a menor estava sinalizada pela Comissão de Protecção de Menores por negligência e má alimentação, a mãe é suspeita de lhe ter causado a morte (em Dezembro).

Com o “Daniel” de apenas 27 meses de idade, o menino de que falei em “Curiosidade de Carteiro”, a mesma desconfiança recai sobre a mãe e o padrasto.

A “Andreia”, menina que mudou de vida e voltou de novo para os pais biológicos, depois de ter sido raptada do hospital quando nasceu e ter tido o nome de Joana, durante um ano.

Depois destes casos, tocou-me imenso o de “João”, a história verídica sobre o qual escrevi em “O Menino Inocente”, colocado num lar pelo Estado por achar que existia um risco iminente para a vida ou integridade física do menor; será que o afastar da sua mãe não será um risco muito maior, ao esquecer, que pode ser “pior a emenda do que o soneto”, um motivo de insurreição para esta criança num futuro não muito longínquo.

A minha preocupação resume-se se as comissões de protecção de menores, as técnicas da Segurança Social, ou mesmo os tribunais poderão resolver e evitar casos como estes?

Para mim, acima de tudo deve estar a “defesa do interesse da criança” e não de outros, sejam família directa ou não.

Preocupa-me imenso que o Estado interfira por vezes demasiado e outras de menos na vida dos cidadãos.

Acredito que os “indivíduos” responsáveis por todos estes casos, e infelizmente por muitos outros, de que nem sequer vamos ouvir falar, sejam acima de tudo “pessoas”, melhor dizendo “humanos”, que defendam os interesses das crianças.

Se a Comunicação Social deixar de publicar casos tão infelizes como estes, confiemos que seja porque eles tenham sido todos concluídos para o bem das crianças. Será um sonho meu? Espero que não.

 

  

publicado por Dreamfinder às 20:13

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